Os processos de manufatura aditiva, popularmente conhecidos como impressão 3D, tem origem no contraponto aos tradicionais processos de manufatura subtrativa. A impressão 3D atua pela adição contínua de camadas até a formação do objeto desejado.
Atualmente, pelo menos dez diferentes tecnologias de Impressoras Industriais já são capazes de processar mais de 200 materiais. Algumas empresas, como a BASF, têm unidades de negócio exclusivamente voltadas para o desenvolvimento de matéria-prima para as impressoras 3D industriais.
Ainda restritos à itens de baixa demanda, a aplicação das tecnologias de impressão aditiva já alcançou escala nas indústrias de petróleo e gás, automotiva, aeroespacial e healthcare – apenas para citar as principais. Itens MRO de alto valor agregado ou de alto grau de personalização são alvos preferenciais.
Peças manufaturadas em impressoras 3D são incrivelmente mais leves. Numa iniciativa da GE AVIATION, o desenvolvimento de apenas uma peça de turbina reduziu o peso de 800g (manufatura tradicional) para 310g, gerando uma economia anual de US$ 1.500,00 na redução de consumo de combustível por aeronave.
Existem ainda ganhos nas propriedades termomecânicas que aumentam a vida-útil das peças. Por exemplo, com estruturas em colmeia, há maior dissipação de calor e a peça opera em condições mais favoráveis ao lingo do ciclo de vida. Há ainda os benefícios na absorção de impacto.
O processo de manufatura aditiva permite e redução dos estoques intermediários de longas cadeias de peças e a produção descentralizada e on-demand. As estratégias de gestão de fornecedores, gestão de estoques, distribuição e produção devem ser impactadas.
Neste movimento surge também um novo tipo de prestador de serviços, conhecido como Fazendas de Impressão 3D. São empresas que tem mais de 800 impressoras de diferentes tecnologias, mão de obra qualificada para setup, operação e manutenção das máquinas, expertise na compra e gestão de estoques de matérias-primas específicas.
No longo prazo, estima-se que até 10% na produção mundial possa migrar para processos aditivos. As supply chain, além dos benefícios já citados, a capacidade de produzir de forma descentralizada em locais remotos traz benefícios em operações humanitárias, militares e em áreas de difícil acesso.